segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
2010: o ano do relacionamento digital
Menos da metade da América Latina usa internet, diz pesquisa
A América Latina tem avançado rapidamente em sua conectividade à internet nesta década.
No entanto, sua penetração continua baixa e não passa da metade da população da região, revelou um estudo nesta sexta-feira do grupo de pesquisas Latinobarómetro. Continue lendo!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Professora da FIC usa cartas para estimular alunos a escreverem e a se socializarem
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Mitos e verdades da aids
Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a aids continua sendo uma ameaça significativa aos brasileiros. Estima-se que existam entre 460 mil e 810 mil pessoas contaminadas pelo vírus, de acordo com as Nações Unidas. Continue lendo!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Universidades da Suécia tentam atrair alunos brasileiros
Folha de São Paulo, 29/11/2010 - São Paulo SP
Por FÁBIO TAKAHASHI ENVIADO ESPECIAL À SUÉCIA
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O cientista e professor brasileiro Marcelo Gleiser recebe US$ 2,5 milhões de fundação para levar o ensino de ciência aos rincões dos EUA
16/11/2010 - Há 50 milhões de americanos vivendo nas zonas rurais dos EUA. Apesar de não terem acesso a museus de ciência, eles compartilham com seus compatriotas urbanos a inquietação com as grandes questões da humanidade. Querem saber se um dia venceremos a morte, se chegaremos a Marte ou que mistérios ainda há para desvendar nos nossos oceanos. Um projeto para ajudar esse povo a obter respostas acaba de ganhar um incentivo de US$ 2,5 milhões, doados pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA. Um dos homens por trás da ideia premiada é o professor de física e astronomia da Dartmouth College, escritor, roteirista e apresentador de tevê Marcelo Gleiser. Continue lendo!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
O perfil da nova liderança
CRISTIANE CAPUCHINHO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Não basta ser chefe. Para as empresas, quem está no comando não deve apenas mandar, e sim saber liderar e antever os próximos passos no mundo corporativo.
Os traços que delineiam um líder, porém, mudam conforme o cenário socioeconômico. Ele pode ser mais focado em resultados em tempos de competitividade ou mais humano para enfrentar baixas em épocas de crise. Se esse perfil muda conforme o contexto, que competências serão requeridas de quem se prepara para assumir um cargo de liderança?
A pergunta, direcionada a consultores, diretores de recursos humanos de companhias e professores, apontou cinco características essenciais: multiculturalidade, inovação, ética, capacidade de formar redes e habilidade para aconselhar. Continue lendo!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Ser alfabetizado vai muito além de usar códigos
Ler e escrever têm a função de comunicar algo. No início do aprendizado da leitura, a criança apenas decodifica o texto.
Uma das exigências para que uma pessoa ocupe um cargo eletivo é que seja alfabetizada. Para tanto, deve apresentar um comprovante de sua escolaridade ou uma declaração escrita por ela própria. Sem poder comprovar a escolaridade, o deputado mais votado do país Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, apresentou uma declaração de próprio punho, contestada pelo Instituto de Criminalística. Diante disso, foi denunciado à Justiça comum e eleitoral como possível analfabeto, podendo vir a perder o cargo. A Justiça poderá marcar uma audiência para que ele prove o contrário através de uma prova de leitura e escrita. Esta prova consiste na leitura em voz alta de um texto simples, sem ter que mostrar a compreensão que teve dele; e na realização de um ditado, quando deve escrever o que ouve, não sendo levadas em conta a grafia ou ortografia corretas. Ou seja, para uma pessoa ser considerada alfabetizada basta que seja um codificador ou decodificador de palavras e textos.
Ser alfabetizado vai muito além de usar códigos. Pessoas assim são apenas analfabetos funcionais, escrevem e leem, porém são incapazes de usar essas habilidades na sua vida. Melhor dizendo, são incapazes de dar sentido para aquilo que escrevem e leem. Ler e escrever têm a função de comunicar algo. A prova em questão só terá valor para avaliar a habilidade leitora se o que for lido fizer sentido e comunicar algo para o leitor. Para isso, é necessário que se verifique o entendimento feito do texto. Quem acompanha uma criança em seus primeiros anos escolares observa que muitas vezes ela lê uma história, por vezes curta e simples, mas não consegue compreender o que se passa nela. Isso se deve ao fato de que no início do aprendizado da leitura ela nada mais faz que decodificar o texto. Quando esta capacidade estiver desenvolvida, aí sim ela começará a dar um sentido maior ao que lê. Não podemos dizer que essa criança esteja alfabetizada.
O mesmo acontece com a escrita. Apenas escrever o que se ouve não faz da pessoa alguém capaz de produzir um texto legível e compreensível. Legível no sentido de usar regras comuns à linguagem escrita e com conteúdo com um mínimo de significado. Não apenas um amontoado de palavras. Não me parece que a prova a ser aplicada para que alguém demonstre ser alfabetizado revele algo nesse sentido. No Brasil e na América Latina, analfabeto funcional é aquele que tem mais de 20 anos e possui menos de quatro anos de estudo formal. No Canadá, a escolaridade mínima é de oito anos.
Esses critérios também são relativos. Principalmente quando observamos o desenvolvimento escolar efetivo de muitos daqueles que estudam vários anos nas nossas escolas públicas. Alguns terminam os quatro anos de estudos ainda analfabetos funcionais. Estar alfabetizado de maneira funcional – alfabetismo funcional – envolve a capacidade de usar a linguagem escrita de maneira efetiva, possibilitando que a pessoa se comunique, informando-se e expressando-se através dela. A alfabetização se dá pela vida toda. Fica difícil imaginar que uma pessoa que não seja funcionalmente alfabetizada consiga propor, editar ou revogar as leis de um país, como o deputado federal tem que fazer. Mais que uma questão política, essa questão envolvendo o deputado eleito mostra a confusão que ainda se faz sobre analfabetismo e alfabetismo, que tem ocultado o verdadeiro nível de alfabetização do nosso povo e impedido que o Brasil se desenvolva mais.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Pesquisadores usam jogos de celular para alfabetizar crianças chinesas
Estudiosos da Universidade de Carnegie Mellon, Berkeley, e da Academia Chinesa de Ciências, trabalharam com crianças em Xin´an, uma região subdesenvolvida na província de Henan, na China. Eles utilizaram jogos de aprendizagem, inspirados em jogos infantis tradicionais da China e repetiram o mesmo experimento com crianças em escola particular na região urbana, em Pequim. Os pesquisadores concluíram que jogos de celular podem ser uma ferramenta útil para alfabetização.
De acordo com Mateus Kam, da Carnegie Mellon, apesar do celular possuir uma tela pequena e com baixo poder computacional, o aparelho poderá se tornar um importante recurso educativo. E se demonstrarem os benefícios educacionais dos celulares de forma convincente, acrescentou, os consumidores terão uma motivação adicional para obter um serviço de telefonia móvel, o que pode impulsionar a adoção do celular nos países em desenvolvimento.
O Projeto
Primeiro, os pesquisadores do Millee tiveram que criar jogos que fossem significativos e úteis para as crianças com pouca ou nenhuma experiência com a escrita ou computadores. Eles analisaram 25 jogos tradicionais chineses para identificar elementos para serem usados em jogos educativos.
A Nokia patrocina um projeto de alfabetização do Millee para crianças da zona rural da Índia usando jogos no celular, que começou com 800 crianças em 40 aldeias no sul da Índia. O Millee também está trabalhando com a Universidade de Nairobi para identificar como os jogos poderiam ser adaptados para alfabetização de aprendizagem de inglês para crianças da zona rural no Quênia.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Tecnologia não substitui gente capacitada
Geralmente as empresas destinam entre 1% e 3% da receita anual para projetos de tecnologia. Não há dúvida de que à indústria de TI – e seus acelerados avanços – pode ser atribuída grande parte do sucesso e do crescimento da economia mundial. Mas há que se considerar que nenhuma tecnologia é boa o suficiente se atrás dela não houver pessoas capacitadas.
Nos últimos 50 anos o mundo desenvolvido se sentiu desafiado a ganhar mais e mais produtividade. Chega a ser impressionante a velocidade com que o progresso bate à nossa porta, muito em função da tecnologia da informação e comunicação. Estamos ganhando uma velocidade de transformação e de criação ímpares.
Mas, analisando o capital humano que lida com tamanha evolução, percebemos que urgem mudanças estruturais nas empresas. É preciso capacitar às equipes de trabalho de modo que as pessoas sejam estimuladas a desenvolver mais suas habilidades de conhecimento, análise, intuição e criatividade.
A tecnologia da informação por si só não faz milagres. É preciso ensinar as pessoas a extraírem o melhor do contexto em que estão inseridas. Vejamos: determinada empresa investe na infraestrutura de rede, contando com uma estação de trabalho para cada vendedor/atendente. Investe, também, em aplicativos que permitem elaborar e transmitir orçamentos aos clientes em curto espaço de tempo. Entretanto, ao não capacitar sua mão de obra apropriadamente, se arrisca a perder aquele cliente que faz contato por telefone – na esperança de que um profissional especializado compreenda suas necessidades e possa contribuir para a realização de uma compra acertada.
Enquanto o colaborador se preocupa com a "formalização", o cliente se frustra porque não conseguiu obter "informação". No âmbito das pequenas e médias empresas, esse tipo de relacionamento mal resolvido é muito comum, gerando insatisfação. O cliente se queixa do vendedor que, por sua vez, se queixa do sistema que trouxe consigo mudanças no atendimento. Imagine o quanto seria melhor se o vendedor/consultor pudesse destinar cinco minutos daquele dia para ouvir o cliente, compreender como poderia atender àquele pedido de modo que resultasse numa equação "ganha-ganha", em que todos saem satisfeitos.
Numa outra situação, uma fila de pacientes aguarda – com cara amarrada – a volta do sistema, que "saiu do ar". De repente, os mesmos atendentes que até bem pouco tempo colhiam dados do paciente, transcrevendo tudo para o papel e repassando depois para os médicos e para a administração, sentem-se incapazes de resolver qualquer coisa que dependa do acesso ao computador. Não fazem isso por vontade própria, é claro. Mas porque faltou à direção da empresa capacitá-los para que desenvolvessem o senso de oportunidade e improviso. Preferem, também nessa situação, arriscar o relacionamento com o cliente.
Não se pode duvidar que a tecnologia nos dotou de velocidade suficiente para atender às demandas da nova economia. Mas é preciso aguçar o senso crítico e perceber que a tecnologia, por mais avançada que seja, ainda não substitui a tomada de decisão dos seres pensantes que fazem uso dela. O sucesso não vem fácil, mas chegará mais rapidamente se os empreendedores privilegiarem seus colaboradores e incentivarem o desenvolvimento de suas habilidades cognitivas e comportamentais.
Adriano Filadoro - diretor de tecnologia da Online Brasil, empresa com 17 anos de atuação na indústria de TI, com foco em Data Center Inteligente.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Especialista em finanças é procurado
O auxílio pode ocorrer pessoalmente, por telefone ou por ferramentas de bate-papo da internet, como o MSN. Os números da Apimec confirmam o interesse de profissionais pela área. Foram concedidos 195 CNPIs (Certificado Nacional do Profissional de Investimento) em 2009. No ano anterior, 143, e em 2007, 57, segundo a instituição. Neste ano, foram cadastrados 92 novos analistas. Em setembro, a BM&FBovespa lançou o programa "Quer ser sócio?", que visa aumentar o número de investidores na Bolsa de Valores. A meta é alcançar 5 milhões em cinco anos -atualmente são cerca de 600 mil. O programa é focado em pessoas físicas, que geralmente necessitam de orientações sobre o funcionamento do mercado de capitais.
FERRAMENTAS ON-LINE
Apesar do crescimento do número de profissionais, existe uma ameaça à abertura de postos de trabalho. Algumas ferramentas oferecem o mesmo serviço prestado pelos analistas de investimentos. Um exemplo disso são os algoritmos, sistemas que operam a negociação sem a necessidade de que alguém tome a decisão de compra ou venda de ações. Angelo Larozi, 36, analista de investimentos da corretora Spinelli não parece preocupado com o mecanismo. "Não acho que serei prejudicado. A experiência de mercado é fundamental", complementa Larozi. Já o diretor-superintendente da Ancor (associação de corretoras), Carlos Eduardo Lofrano, diz que as ferramentas ajudam e podem ser mais rápidas que o analista. "Mas sempre será necessária a pessoa para pensar cuidadosamente no investimento mais adequado ao cliente", opina Lofrano. (BB)
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Livros digitais podem estimular mais crianças a ler, aponta estudo
O tempo que as crianças passam lendo livros por diversão diminui conforme elas utilizam celulares e outros aparelhos de tecnologia móvel, mas os livros digitais (e-books) podem trazê-las de volta à literatura, de acordo com um estudo divulgado na quarta-feira (29). O estudo, conduzido pelo grupo de mídia e educação Scholastic e pela empresa de consultoria em pesquisa e marketing Harrison Group, também concluiu que os pais estão preocupados que o maior acesso à tecnologia pode limitar o tempo de leitura ou com a família.
Cerca de 40% dos pais acreditam que o tempo que as crianças permanecem on-line ou utilizando dispositivos móveis reduziria o período gasto com livros ou atividades físicas. Cerca de 33% mostraram receio de que a tecnologia leve as crianças a passar menos tempo com a família.
Porém, o estudo também descobriu que a tecnologia pode na verdade estimular uma criança a ler. Das crianças pesquisadas, 57% disseram que ficariam interessadas em ler no e-reader. Cerca de um terço das crianças disseram que leriam mais livros por prazer caso os leitores digitais estivessem a seu alcance. Entretanto, 66% afirmaram que continuariam a ler livros impressos mesmo com uma maior disponibilidade do e-book.
Francie Alexander, vice-presidente acadêmica da Scholastic, afirmou em comunicado que os resultados do estudo mostram que os e-books podem ter um importante papel educacional. "Se pudermos pegar um terço de todas as crianças, muitas delas leitoras forçadas, para que gastem mais tempo lendo por prazer nos e-books, esse tempo adicional gasto construindo fluência e vocabulário não só as ajudaria a se tornarem mais proficientes na leitura, mas também as auxiliaria a acompanhar textos mais complexos que elas encontrarão no ensino médio e na universidade", disse ela.
- O CM News é uma publicação diária da CM Consultoria de Administração Ltda. Artigos, notícias e matérias são compiladas das mais diversas fontes em todo o Brasil. A inserção dos referidos não refletem necessariamente a opinião da CM Consultoria, pois os mesmos são recebidos e reproduzidos na integra, não havendo alteração por parte da CM Consultoria, a não ser por autorização do veículo ou do autor.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Pesquisa indica como elaborar um currículo atraente
Por Karla Santana Mamona - InfoMoney.
Um currículo mal elaborado pode prejudicar o profissional na busca por uma nova oportunidade. Antes de encaminhar as informações à empresa, o candidato deve avaliar o número de páginas do currículo, formação acadêmica, objetivo, resumo de qualificações, entre outros aspectos.
Uma pesquisa realizada pela Right Management, com headhunters e Executives Searches, aponta que o número de páginas mais indicado para a construção de um bom currículo é duas.
Na elaboração de um currículo, 79% dos recrutadores disseram que o documento deve conter o resumo de qualificações e descrição dos cargos.
Já no espaço destinado ao objetivo, o profissional deve apresentar tanto o cargo que ele deseja como a área de atuação que está buscando no mercado de trabalho.
Formação acadêmica
Em relação à formação acadêmica, 85,3% dos entrevistados disseram que a pessoa deve citar especialmente os cursos de graduação e especializações. Os cursos não concluídos, mas cursados por um período superior à metade da grade curricular, também podem ser citados.
O candidato pode incluir ainda os cursos complementares, considerados um indicativo de que o profissional é interessado no autodesenvolvimento. Entretanto, os consultores da Right alertam que as informações devem ser pertinentes e os cursos citados devem ser recentes, realizados nos últimos quatro anos.
A data de nascimento e o estado civil também são itens importantes. De acordo com o levantamento, 54,9% dos consultores disseram que devem ser destacados, assim como as realizações e os resultados expressivos alcançados pelo profissional.
Formato ideal
Sobre a maneira mais correta de elaborar o currículo, segundo a opinião de 80% dos avaliadores, é dividir o texto em itens.
A consultora sênior de Transição de Carreira da Right Management, Telma Guido, explica que o profissional deve optar em escrever o texto em formato de tópicos para facilitar a avaliação da empresa.
“O especialista em avaliação de currículo tem de ficar estimulado em ler a informação escrita no documento. O texto em tópicos, além de ser mais prático para o leitor, possibilita a chamada análise dos trinta segundos”, afirma.
Ela acrescenta que este tipo de análise consiste no primeiro contato do avaliador com o currículo, que neste momento precisa encontrar as informações relevantes à vaga e entender quem é o candidato.
Somente em uma segunda etapa será feita a leitura com mais atenção. Outra ressalva sobre o texto em tópico é que o formato favorece uma linha de raciocínio coerente tanto na construção das informações como na leitura do avaliador.
Realizações
Outro destaque do currículo é a menção de realizações e resultados conquistados pelo candidato. O profissional deve ter cuidado ao escrever a conjunção verbal. “O correto é utilizar o verbo substantivado, por exemplo, desenvolvimento de algo ou implantação de algo e não eu desenvolvi ou eu implantei”, aconselha Telma.
Outros resultados
A pesquisa aponta ainda que:
* 73% das empresas preferem a apresentação do idioma por nível (fluente/avançado/intermediário/básico);
* 96% disseram que a ordem para apresentação do histórico e experiência profissional deve ser apresentada do último para o primeiro emprego;
* 96% preferem que as datas de admissão e de desligamento devem ser menciondas por mês e ano;
* 56% apontam que a melhor forma de apresentar a experiência profissional é por descrição tanto dos cargos como das qualificações;
* 69% divulgaram que somente as viagens internacionais com propósito de trabalho devem ser mencionadas no histórico profissional.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Matéria: Tire seu diploma pela internet
sexta-feira, 14 de maio de 2010
ABELHAS ECOEFICIENTES: geram benefícios econômicos e ecológicos
Ecoeficiência significa INTEGRAR desempenho ecológico com econômico. Por exemplo, quando uma indústria de bebidas trata seu resíduo líquido e ao invés de despejá-lo na natureza, trata-o e reutiliza-o em seu processo produtivo. Assim gera desempenho ecológico ao não poluir os ecossistemas e desempenho econômico ao reduzir os gastos com o insumo água.
As abelhas também podem contribuir para a ecoeficiência de empresas, especialmente para ecoeficiência fazendas de café. O estudo liderado por Taylor Ricketts, pesquisador da Universidade de Stanford e do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e foi publicado recentemente no periódico "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA (www.pnas.org). O grupo mediu a produtividade de cafeeiros em uma fazenda de 1.065 hectares no Vale Geral da Costa Rica e constatou que plantas num raio de 1 km de um fragmento de floresta nativa produziam 20% mais grãos. A polinização (transporte de pólen de uma flor para a outra que fertiliza a planta) realizada pelos insetos da floresta também era mais eficiente: a quantidade de sementes malformadas nesses cafeeiros foi 27% menor.
O aumento de 20% na produtividade dos cafeeiros próximos à floresta correspondeu a
61.716 dólares, ou 7% dos resultados da fazenda.
As abelhas fazem parte das populações de polinizadores, como pássaros, borboletas, besouros, morcegos, roedores entre outros.
Agronômicas da França (Inra), estimou que o valor dos serviços prestados por insetos chegue às cifras de
150 bilhões de euros. Esse valor é equivalente a 10% do PIB agrícola mundial.
Segundo relatório da FAO (organização da ONU para a agricultura), 45% das espécies de abelha no mundo desapareceram nos últimos 50 anos.
Mas há solução, o Brasil por exemplo disponibilizará três milhões de dólares nos próximos cinco anos para bolsas envolvendo polinizadores. Esse dinheiro será oferecido por meio de parcerias entre o Ministério do Meio Ambiente e o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio).
Esse dinheiro todo poderia ser aplicado na seguinte solução, citada por Hawken, Lovins e Lovins (1999):
• Investindo no Capital Natural: essa estratégia compreende investir na sustentação, na restauração e na expansão dos estoques de capital natural (serviços prestados gratuitamente aos homens pelos ecossistemas). Isso estimula a biosfera a produzir mais recursos naturais.
Pelo jeito, quando um empresário for projetar os gastos com adubos para uma fazenda de café, poderá computar um investimento com manejo de abelhas ao redor de seus cultivos.
ABELHAS > POLINIZAÇÃO > FRUTOS > MAIOR PRODUTIVIDADE > MAIOR O LUCRO
Referências:
ttp://blogs.estadao.com.br/andrea-vialli/um-forca-para-os-polinizadores/
HAWKEN, Paul; LOVINS, Amory; LOVINS. Hunter. Capitalismo natural: criando a próxima revolução industrial. São Paulo: Cultrix, 1999.sexta-feira, 23 de abril de 2010
Dobra número de alunos a distância
A coordenadora dos Cursos a Distância da Universidade Paulista do Setor Bueno, Cleide Coelho Martins, de 28 anos, conta que o número de alunos nesses cursos, no último semestre, aumentou 35%. “Desde que lançamos esta opção, em 2007, a procura tem aumentado e é grande”. Ela revela que as pessoas procuram esta opção por falta de tempo para ir à faculdade e tem acima de 28 anos. “Tem gente que trabalha com viagem, ou o dia todo e tem outras atividades à noite, e acaba que esta se torna a melhor opção para não ficar parado diante do mercado.”
Outro motivo que tem feito com que a procura por este ensino aumente é que os cursos são mais baratos, aponta Cleide. “Como tem só um professor, que grava cada disciplina para todos que fazem o curso, tanto no Brasil como exterior, pois temos estudantes no Japão, é mais barato.”
Na Universidade Federal de Goiás, que iniciou oficialmente suas atividades com educação a distância em 2000 com a criação do Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação a Distância, a procura pelos cursos também tem aumentado.
Segundo a professora do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de Goiás (IFG), Gilda Aquino de Araújo Mendonça, 55, a universidade iniciou este ensino com o curso de Administração, como projeto piloto, e a demanda foi tão boa, que tiveram que ampliar o sistema. “Com o crescimento da demanda, começamos a disponibilizar os cursos de graduação em Artes Visuais, Física, Ciências Biológicas, Educação Física e Artes Cênicas e os de pós-graduação em Metodologia do Ensino Fundamental, Gestão escolar e Tecnologias Aplicadas ao Ensino da Biologia".
Textos são principais fontes
A professora Gilda explica que na educação a distância o aprendizado se dá de uma maneira um pouco diferenciada pelas características desse tipo de ensino onde os textos e os livros são grandes fontes de conhecimento, porém, o aluno precisa assimilar informações muitas vezes sozinhos, apesar de ter o professor/tutor disponível para eventuais dúvidas.
“Na educação a distância se percebe que se diferenciam muito do ensino presencial, pois podem até possuir o mesmo objetivo que é a transmissão e construção de conhecimento, mas divergem bastante uma da outra na forma de se passar esse conhecimento. Enquanto o ensino presencial preocupa-se com o unitário, a Educação a Distância trabalha com o ensino em massa”.
Com a educação a distância o treinamento pode ser mais flexível. Enquanto você estiver na frente do seu computador poderá estar na sala de aula, no momento em que desejar. Motivado pela opção de escolher o horário de estudo, Flávio Braga, 28, empresário, começou a fazer o curso a distância de gestão em marketing, no ano passado e vai se formar no fim deste ano. “Escolhi fazer o curso por satélite por conveniência. Tenho a vantagem de organizar meu dia, estudar e ainda exercer outras atividades.”
Esta é a primeira vez que Flávio estuda a distância e, segundo ele, a metodologia é democrática e pode alavancar a educação. “Pessoas em qualquer lugar do mundo podem estudar. Se o curso não tiver na cidade em que mora, pode fazer a distância e ter a mesma oportunidade que outras pessoas, o que é muito bom”. Ele afirma que está gostando do curso e que se tiver oportunidade, fará outro.
Mesmo gostando da tecnologia, o estudante observa que o ensino tem algumas desvantagens, pois é limitado. “Mesmo tendo contato com os professores por email, não é a mesma coisa que pessoalmente”, afirma ele, que acredita que o aprendizado depende do aluno. “Se ele está focado a aprender, ele vai aprender, não adianta está numa sala de aula, e ficar desatento.”
Desistência de até 30%
Para quem precisa ficar em casa, seja para cuidar de crianças, pessoas enfermas ou de idade avançada, e não pode se deslocar, esta também é uma ótima opção. Assim, em vez dessas pessoas “irem” até a escola, a escola vai até elas.
Outros beneficiados, segundo a Abed, são pessoas que trabalham para sua sustentação e não podem frequentar aulas presenciais em horários tradicionais assim, fazendo um curso a distância via internet, eles podem participar, assincronicamente, de todas as atividades com todos os outros inscritos no curso, nos dias e horários mais convenientes.
Gilda destaca que a margem de desistência neste método é de 20 a 30%, mas depende muito do curso. Atentos a esta questão, ela revela que “os orientadores e tutores estão atentos a esta evasão, enviando mensagens de estímulo e motivação.”
COMO ESCOLHER
Na hora de escolher qual curso e onde fazer é preciso ficar atento a algumas questões para não ser prejudicado. A coordenadora dos Cursos à Distância da Universidade Paulista do Setor Bueno aconselha a observar a estrutura da faculdade, ver se é uma instituição séria e procurar no site do MEC se o curso é reconhecido e tem turmas formadas.
Segundo a Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação, a escolha do curso a distância deve ser feita da mesma maneira que a escolha de um curso presencial observando aidoneidade e reputação da entidade, bem como dos coordenadores e professores do curso. Também é indicado conversar com pessoas que já estudaram ou estão estudando na unidade. Para o caso de cursos que conferem titulação, solicite cópia ou referência do instrumento legal (credenciamento e autorização do MEC ou do Conselho Estadual de Educação) no qual se baseia sua regularidade.
Opção para moradores distantes
Para o presidente da Associação Brasileira de Ensino à Distância (ABED), Frederic Litto, este sistema reúne diversas vantagens. A primeira está na possibilidade de incluir em todas as formas de educação formal e informal as pessoas com deficiências físicas e mentais que não tem como frequentar instituições convencionais de aprendizagem. Também, pessoas que moram em lugares isolados, afastados dos locais onde é possível obter novos conhecimentos e habilidades. No Censo do MEC, as insituições indicaram uma média de 42% de alunos de cursos à distância fora do estado sede, estudando em polos educacionais.
Por: Flávia Moreno
Fonte: http://www.ohoje.com.br/cidades/11-04-2010-dobra-numero-de-alunos-a-distancia/
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Ensino a distância atrai 1 em cada 5 estudantes
Estudo confirma tendência de crescimento da metodologia em que aulas são dadas em parte na internet.
Dados do Ministério da Educação mostram que um em cada cinco novos alunos de graduação no País ingressam em um curso a distância. Ou seja: cerca de 20% dos universitários já estudam entre aulas na internet e em pólos presenciais. Os números indicam um rápido avanço da modalidade, ainda pouco conhecida da maioria da população.
O grande impulso para o crescimento do modelo semi-presencial – apesar do nome, aulas totalmente a distância são proibidas pela legislação – foi dado pelo próprio governo, com a criação da Universidade Aberta do Brasil, em 2005. A instituição tem 180 mil vagas em cursos superiores oferecidos em parceria com universidades federais.
No mês passado, a Universidade de São Paulo (USP), que até então resistia em adotar o modelo, lançou junto com o governo do Estado seu primeiro curso a distância, uma licenciatura em Ciências voltada também para formação de professores. A primeira turma a distância da Universidade Estadual Paulista (Unesp) começou suas aulas neste semestre.
“Os estudantes são atraídos pela versatilidade, modularidade e capacidade de inclusão que a metodologia oferece”, afirma o pesquisador Fábio Sanchez, autor do levantamento e um dos coordenadores do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância. Por outro lado, a modalidade exige autonomia do estudante, porque as aulas são construídas por meio de tecnologias como fóruns de discussão, videoconferências e chats pela internet.
Algumas avaliações também podem ser feitas online, mas as provas devem ser presenciais, assim como parte do conteúdo das aulas e atendimentos com os professores. “A tendência é que a educação presencial e EAD se misturem cada vez mais no futuro”, afirma Sanchez.
Por enquanto, o modelo a distância tem mantido taxas altas de crescimento (50% ao ano, em média), enquanto o avanço da graduação presencial tende a se estabilizar (3,5% em 2008). Além da presença forte no setor público, diversas universidades e faculdades privadas adotaram nos últimos anos o modelo a distância, tanto na graduação quanto na pós.
“A graduação EAD vai crescer cada vez mais porque o presencial não consegue atender todo mundo”, explica Marta Maia, professora da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e membro do conselho científico da Associação Brasileira de Ensino a Distância. “A modalidade atrai pessoas que trabalham para sustentar a família, têm mais de 30 anos ou que moram em cidades onde não há universidades. E no Brasil há muita gente com esse perfil.”
Desempenho. Na avaliação do o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, o Brasil ainda passa por um processo de aceitação e conhecimento do que é a modalidade. “A EAD é um fenômeno mundial e aqui no Brasil ainda demorou para se estabelecer.” Ele cita o resultado das avaliações do ensino superior conduzidas pelo ministério que mostram desempenho semelhante e em alguns casos superior dos estudantes de EAD em relação ao alunos de cursos presenciais.
Fonte: Estadão.com.br em http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ensino-a-distancia-atrai-1-em-cada-5-estudantes,537186,0.htm
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Linguagem única na contabilidade mundial
Nascia assim o esperanto, que à parte o fato de ser a língua de origem artificial mais conhecida mundialmente, não chegou nem perto de cumprir o papel sonhado pelo seu criador. Na prática, foi o inglês, e não o esperanto, quem assumiu esse papel de "idioma universal".
A história do esperanto nos mostra que a integração da linguagem entre os povos não é tarefa fácil. Felizmente, porém, ao menos no que diz respeito às normas contábeis, podemos nos considerar razoavelmente bem sucedidos no processo de unificação da linguagem.
Graças às Normas de Contabilidade Internacional (International Financial Reporting Standards, conhecido pela sigla IFRS), mais de 100 países "falam" a mesma linguagem contábil, que foi estipulada pelo International Accounting Standards Board (IASB). Isso permite que os balanços e demonstrativos de uma empresa sejam uniformemente compreendidos por todos os seus potenciais clientes e parceiros.
A adoção de um padrão global é uma medida sensata e inteligente num cenário em que, pelo menos no que diz respeito aos negócios, as fronteiras entre os países são cada vez mais tênues. Em outras palavras: ao harmonizar a linguagem, o padrão único facilita as análises por parte dos investidores estrangeiros.
No Brasil, o IFRS começou a ser adotado recentemente, graças à Lei 11.638, de 2007. Pela legislação, todas as sociedades anônimas de capital aberto terão até 2010 para assimilarem completamente as novas diretrizes. Aquelas que fizeram suas IPOs (abertura de capital ao mercado) de 2007 em diante já têm que estar adequadas a partir de 2009.
Apesar do prazo razoável, muitas empresas de capital aberto e instituições financeiras incluíram relevantes conceitos estabelecidos pelo IFRS, tais como o impairment e o ajuste a valor presente, nas demonstrações financeiras de 2008.
Porém, da mesma forma que todo mundo teria de aprender esperanto para que essa linguagem universal fosse instituída com sucesso, os profissionais da área de contabilidade terão se atualizar para poderem trabalhar eficientemente sob a vigência do IFRS.
Quanto mais rápido fizerem isso, melhor. Os especialistas estimam que, em breve, todas as empresas - dos pequenos empreendimentos às gigantes multinacionais - adotarão os princípios da Lei 11.638 e do IFRS como referência contábil.
É importante enxergar a adoção do IFRS como um sinal de amadurecimento do Brasil. Já estamos mais competitivos e modernos na nossa maneira de competir no mercado externo, e conquistamos uma posição sem precedentes no tocante à atração de investimentos. A normalização contábil do País, em alinhamento ao que há de mais moderno nessa área, é algo mais em nosso favor.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Tire suas dúvidas sobre os cursos a Distância da Faculdade Interativa COC
Especialista esclarece principais questionamentos sobre Educação a Distância
Jeferson Fagundes é Diretor de Educação à Distância do COC. Fagundes responde, abaixo, as principais dúvidas sobre cursos de EAD e a dinâmica da
1) Como funcionam os cursos de Educação a Distância no COC? Quando foram implantados?
Jeferson Fagundes: O COC foi credenciado pela Portaria Ministerial n. 2969 de 29 de agosto de 2005 para a oferta de cursos superiores a distância e para a oferta de cursos de pós-graduação a distância pela Portaria Ministerial n. 2310 de 6 de agosto de 2004.
A
Para o ano de 2010 ofereceremos o Curso de bacharelado em Turismo.
No âmbito da pós-graduação lato sensu oferecemos os cursos de:
• Educação a distância;
• Gestão Educacional
• Direito Empresarial e Relações com o Mercado;
• Direito Processual Civil;
• MBA
• MBA em Finanças e Controladoria
O acompanhamento (credenciamento, autorizações e recredenciamento) para as Instituições que oferecem cursos na modalidade a distância são realizados pelo ministério da educação- MEC, por meio da Secretaria de Educação a Distância - SEED.
2) Como funciona o sistema? Há aulas presenciais? Quantas vezes por semana? Como funciona o atendimento ao
aluno ?
Jeferson Fagundes: Os cursos são 20% presenciais, em telessalas, e 80% a distância. Uma vez por semana o acadêmico assiste às aulas interativas, que são transmitidas em tempo real pelo professor da disciplina, via satélite, a partir da sede, localizado
O aluno é avaliado pela seguinte composição:
Participação nas Atividades proposta aos acadêmicos; Participação Eletrônica contempla o acesso e a participação em fóruns, bem como o acesso aos materiais disponibilizados no ambiente virtual de aprendizagem- AVA (Portal Acadêmico) para o auto-estudo; Provas Eletrônicas e Provas Presenciais.
Atualmente estão matriculados 24.500 alunos de graduação e 1.600 de pós-graduação atendidos por 214 (duzentos e catorze) professores. O quadro de tutores presenciais é composto de aproximadamente 600 profissionais distribuídos nos 146 polos no Brasil. Cada tutor presencial acompanha nos polos uma turma com no máximo 50 alunos.
3) Entre as tendências e novidades para 2010 dos cursos EAD do COC, quais os principais apontamentos em cursos ou em equipamentos?
Jeferson Fagundes: A novidade para 2010 será o oferecimento do curso de bacharelado em Turismo, considerando a necessidade de qualificação de recursos humanos para o País que sediará a Copa do Mundo de 2014, Jogos Mundiais Militares em 2011 e Olimpíadas em 2016. Novos programas de Pós-Graduação, além diversos nivelamentos e mini-cursos específicos, como exemplo, Projeto Língua Brasileira dos Sinais, na área de informática, tanto para os acadêmicos quanto para a comunidade.
4) Qual o custo médio dos cursos?
Jeferson Fagundes: Os investimentos nos cursos são menores que os cursos na modalidade presencial. Em média a mensalidade fica em torno de R$193,00 (cento e noventa e três reais) quando o pagamento é efetuado no vencimento.
5) Em relação à aceitação no mercado de trabalho, o aluno graduado pela EAD tem as mesmas possibilidades do que um aluno da graduação presencial? O diploma tem validade como de outras graduações ou há alguma restrição?
Jeferson Fagundes: As pesquisas têm indicado que a aceitação no mercado de trabalho é igual ou maior no que se refere aos profissionais oriundos de cursos na modalidade a distancia. Aos poucos o empresariado brasileiro tem acesso aos nossos formandos e pode constatar a competência destes profissionais. O Ministério da Educação que é o órgão maior de regulação e regulamentação da educação no Brasil não faz qualquer distinção entre os cursos presenciais e a distancia. A empresa ou órgão público que fizer quaisquer restrição aos alunos de cursos de ensino a distancia estará ferindo a Constituição Federal.
6) Como saber qual o pólo mais próximo do meu município? Há alguma restrição para matrícula em alguma parte do Brasil?
Jeferson Fagundes: O nosso endereço na internet www.estudeadistancia.com traz a relação de todos os polos regularmente credenciados e aptos a oferecer os cursos. Não existe nenhuma restrição para a matricula nos polos da FIC.
7) Há um acompanhamento sobre o desempenho dos alunos de EAD no mercado de trabalho?
Jeferson Fagundes: No mês de outubro de 2009 formamos a primeira turma do curso de Licenciatura em Letras, todos os nossos alunos estão ocupando seus lugares no mercado de trabalho.
8) Onde encontrar informações sobre o vestibular, cursos e inscrições sobre os cursos EAD do COC?
Jeferson Fagundes: O nosso endereço na internet www.estudeadistancia.com traz todas as informações sobre o processo seletivo. O próximo vestibular será no dia 24 de janeiro de 2010.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
As vantagens da graduação a distância
Um dos primeiros mitos a serem derrubados é a aparente facilidade. Apesar de alguns cursos não exigirem a presença do aluno em salas de aulas, isso não significa que a faculdade será mais fácil que uma presencial, em que há chamada, professor, aluno, quadro, carteira e todo o pacote tradicional. “Na verdade é preciso se esforçar mais do que em um curso presencial. É o aluno quem vai atrás do conhecimento e, se ele não for, não vai conseguir aprender”, adverte Bruno Rosa da Silva, 20 anos, que se formou no ano passado em Tecnologia em Marketing e Propaganda pela Fatec Internacional, na modalidade de Educação a Distância (EAD).
Assim como ele, cada vez mais estudantes decidem pela EAD na hora de ir atrás do diploma universitário. Tanto que a modalidade de ensino vem crescendo muito nos últimos anos. Segundo o último censo da área (divulgado no dia 28 de setembro durante oCongresso Internacional Abed de Educação a Distância), o número de alunos su biu 90% ao longo do ano 2008, chegando no início de 2009 a cerca de 2 milhões de estudantes espalhados pelas 215 instituições públicas e privadas de todo o país. Somente a graduação responde por mais de 500 mil estudantes no Brasil, e os cursos superiores de tecnologia por outros 440 mil. No Paraná, são mais de 190 mil alunos, quase todos na educação superior e no ensino particular.
Mas o que leva uma pessoa a procurar uma graduação a distância? A história de Bruno pode, de certa forma, responder a pergunta. Ele trabalhava em uma empresa de segurança em Curitiba e tinha horários muito variados, o que o impedia de se matricular em um curso presencial. A EAD, então, foi uma solução para o seu principal problema: o tempo. “O curso a distância é mais flexível e se encaixava mais na nossa rotina”. Ele diz “nossa” porque fez o curso junto com seu pai, Luiz Fernandes da Silva, de 46 anos. Hoje, os dois graduados pretendem abrir uma agência de marketing.
O tempo, como no caso de Bruno, é um dos motivos pelos quais se procura um curso a distância, mas não o único nem o principal, segundo Rita Tarcia, conselheira fiscal daAssociação Brasileira de Educação a Distância (Abed) e pesquisadora da modalidade. Em um país de dimensões continentais, a distância dos grandes centros ainda é um empecilho para o aprendizado. “A EAD assume a responsabilidade da disseminação do conhecimento. Não apenas um profissional no grande centro evita de pegar trânsito para aprender, mas também alguém no interior do país evita de fazer viagens de horas para chegar à escola todos os dias. Isso é muito importante. Estamos dando oportunidade para quem antes não tinha como aprender.”
- Nem tudo são flores
O desconhecimento ainda pode atrapalhar quem opta pela Edudação a Distância (EAD), principalmente quando se questiona que ela substituirá o modelo tradicional. Uma preocupação desnecessária, segundo Rita Tarcia, da Abed. “O crescimento do número de cursos a distância e os investimentos do governo e de grandes instituições não pretendem substituir o ensino presencial. Elas são modalidades diferentes. Não deve haver medo nesse sentido.”
O preconceito é outro assunto delicado, principalmente quando se trata do mercado de trabalho. Até pouco tempo pesava sobre a EAD o estigma dos cursos por correspondência, mas a situação está se transformando. “O mercado de trabalho já apresenta um nível de aceitação muito bom dos cursos a distância. Muitas empresas também utilizam ferramentas de aprendizado não presencial para seus treinamentos”, diz Rita.
Exemplo dessa aceitação é Jonas Bettero Pereira Machado, 21 anos, que está no último ano do curso de Pedagogia na Faculdade Interna cional de Curitiba (Facin ter) e já trabalha como coordenador pedagógico em uma escola particular. Ele afirma que o formato do curso fez com que desenvolvesse qualidades importantes para o mercado de trabalho. “A pessoa que faz um curso desses se torna mais autônoma, porque tem que correr atrás, muito mais do que quem está num curso presencial”, avalia.
- O nome é o que conta
Na hora de disputar um emprego, o fato de o profissional ter feito um curso presencial ou a distância não é o mais importante. Segundo empresas de as sessoria em Recursos Hu manos, o que realmente ajuda ou atrapalha um candidato é o nome da instituição em que ele se formou. “Grandes empresas e multinacionais procuram candidatos com graduação em grandes instituições. Nunca vi uma organização barrar um profissional por ter feito curso a distância”, afirma Michele Car valho Gelinski, consultora de carreira da Chess Human Resources.
Michele ressalta que até 2006 ainda havia empresas que olhavam com certo receio os candidatos formados em cursos a distância. Mas a situação mudou depois que instituições conceituadas passaram a oferecer a modalidade. No Paraná, a UFPR é uma das que aderiram ao formato. ”O aluno formado em um curso a distância é um aluno UFPR como os outros. Não está especificado no diploma se o aluno fez curso a distância ou não”, afirma Gláucia da Silva Brito, coordenadora acadêmica da Coordenadoria de Integração de Políticas de Educação a Distância (Cipead) da UFPR.
E é sempre bom lembrar: um diploma de graduação a distância é igual e vale exatamente o mesmo que o de um curso presencial. Por isso, a pergunta que você, estudante, deve fazer não é a se vale a pena fazer uma graduação a distância, mas sim se ela é a mais indicada para você, pesando os prós e contras da modalidade.
Saiba o que é preciso para levar adiante um curso a distância e o perfil da maioria do estudantes que procuram a modalidade:
- Alguns requisitos
Tempo e disciplina - Quem planeja cursar uma graduação a distância deve reservar horários específicos para o estudo individual. Como nem todas as atividades de uma graduação a distância são feitas pela internet, também é necessário ter tempo para frequentar o polo de apoio presencial nos dias definidos previamente pela instituição de ensino.
Familiaridade com a internet - Além de assistir às aulas transmitidas pela internet, o aluno precisa postar atividades e trabalhos pela web. Portanto, é fundamental saber lidar com a tecnologia.
Computador com acesso à web - Embora o MEC exija que os pólos de apoio ofereçam laboratórios
com computador e acesso à internet, contar com essa estrutura em casa facilita os estudos. O aluno não precisa se deslocar até o polo e pode acessar as atividades a qualquer hora do dia ou da noite. A conexão discada é suficiente para os conteúdos apresentados por escrito. Já para assistir aos vídeos o ideal é ter internet banda larga.
- Perfil
Renda - Por apresentarem mensalidades mais baratas, os cursos a distância ofertados por instituições particulares são procurados por alunos de menor renda que os da educação presencial.
Atividade - A modalidade também
atrai pessoas que não podem frequentar um curso presencial devido a compromissos profissionais. Segundo o pró-diretor de educação a distância do Grupo Uninter, Benhur Gaio, 96% dos alunos estão no mercado de trabalho.
Faixa etária - Os cursos a distância são procurados principalmente por adultos. Segundo o CensoEAD.br, a maior parte dos estudantes tem entre 30 e 34 anos.
Os cursos de graduação a distância têm a mesma duração dos cursos presenciais e também passam pelos processos de avaliação e reconhecimento pelo Ministério da Educação.




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